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Qual o caminho de volta

Mais importante do que conhecer os sintomas ou as causas do esfriamento espiritual, é saber como combater este mal.

Abaixo apresentamos 3 atitudes imprescindíveis para vencermos o esfriamento espiritual:

 

Identificar as causas

“lembra-te de onde caíste...”

O primeiro passo para regressarmos ao caminho de volta ao primeiro amor é identificarmos a causa ou as causas que nos levaram ao esfriamento. Para isso será preciso fazermos um diagnóstico do que aconteceu. Em outras palavras, devemos fazer um auto exame sincero e profundo acerca dos erros que temos cometido. Trata-se de um momento de quebrantamento, quando paramos de mentir para nós mesmos e de nos esconder atrás das máscaras. É preciso cair a nossa ficha para que saiamos de um estado de cegueira e sermos confrontados com o verdadeiro estado de miséria em que nos encontramos e que por algum motivo não conseguíamos enxergar, até então.

O filho pródigo teve que passar por esse momento. Foi preciso que todas as portas se fechassem diante dele e ele perdesse tudo e fosse ao fundo do posso para que finalmente ele pudesse enxergar novamente. Foi ali, diante do odor e da podridão de um chiqueiro que ele deixou passar um filme em sua mente e ele pôde reinterpretar a história das suas escolhas agora do ponto de vista correto.

Foi o que aconteceu com o rei Manassés, que precisou ser aprisionado pelo rei da Babilônia e levado em cadeias para a Babilônia e ser lançado em na masmorra para que finalmente caísse em si e reconhecesse a gravidade dos pecados que cometera.

 

Arrepender-se

“...Arrepende-te...”

Quando chegamos ao ponto de reconhecermos as causas que nos afastaram da presença de Deus e que nos levaram ao esfriamento espiritual, então estaremos prontos para nos arrependermos.

A palavra grega para arrependimento é metanoya, que em sua tradução literal significa mudança de mente. Mas há muito mais por trás dessa simples palavra:

1)     Arrependimento é uma decisão pessoal que implica em uma mudança de mentalidade a respeito do pecado. Quando nos arrependemos enxergamos o pecado como ele realmente é, ou seja, como uma agressão contra Deus;

2)    Arrependimento não é algo que acontece apenas no campo intelectual, antes ele envolve a totalidade do nosso ser;

3)    Arrependimento implica em sentir pesar e tristeza pelo erro cometido, ou seja, o arrependimento produz em nosso espírito um verdadeiro quebrantamento;

4)   Arrependimento é um auto-julgamento que fazemos em relação aos nossos atos contra Deus ou contra o próximo;

5)    O genuíno arrependimento implica em uma revolta contra o pecado e em uma nova disposição espiritual de não voltar ao erro e de buscar a santificação;

6)   O arrependimento só é completo quando consumado pela confissão, pois ambos são inseparáveis;

7)    O arrependimento quando consumado pela confissão, cancela os efeitos do pecado, pois atrai sobre o arrependido os efeitos da justiça de Deus que foi realizada (satisfeita) na cruz e que é imediatamente imputada àquele que se arrepende, eliminando assim qualquer possibilidade de acusação do inimigo;

8)    O arrependimento é uma oportunidade que a graça nos dá de recomeçarmos;

9)    O genuíno arrependimento implica em restituição ou reparação a quem prejudicamos, quando isso estiver ao nosso alcance;

10)                       Arrependimento implica em mudança de atitude.

O arrependimento é algo que chama a atenção de Deus e atrai a sua misericórdia para conosco.

Deus pode rejeitar a qualquer tipo de sacrifício que intentemos fazer para agradá-lo e pode virar as costas para todo tipo de ritual bem intencionado que direcionemos a Ele, mas a um coração quebrantado e contrito ele jamais rejeitará. Foi a lição que Davi aprendeu depois de haver confessado o seu pecado, no salmo 51:

“Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.”

(Salmos 51:16,17)

 

Voltar à prática das primeiras obras

A igreja de Éfeso nasceu sob intensa manifestação do poder de Deus equilibrada por um profundo compromisso com a Palavra de Deus. Era uma igreja vitoriosa em sua geração e cheia de vida. Era uma comunidade tão cheia da presença de Deus que chegou a impactar todo o continente asiático com o seu testemunho. Foi a igreja onde Paulo mais tempo investiu proporcionando a que se tornasse uma igreja bem fundamentada na Palavra, cheia do Espírito Santo e marcada por experiências sobrenaturais inigualáveis. Vejamos:

Eles eram cheios do Espírito Santo e dos dons espirituais:

 

“E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam.

E estes eram, ao todo, uns doze homens.

 

Eles amavam a Palavra e gastavam tempo para aprender diariamente:

 

[...]e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos.

 

Havia manifestações extraordinárias do poder de Deus que confirmavam a Palavra de Deus que era pregada:

E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.

 

De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam.

 

A manifestação do poder de Deus produziu temor nos habitantes da cidade e muitos se convertiam arrependidos e o nome do Senhor Jesus era engrandecido:

E foi isto notório a todos os que habitavam em Éfeso, tanto judeus como gregos; e caiu temor sobre todos eles, e o nome do Senhor Jesus era engrandecido.

18  E muitos dos que tinham crido vinham, confessando e publicando os seus feitos.

 

Milhares de pessoas que eram seguidoras do ocultismo e da bruxaria abandonavam o pecado e queimavam seus livros de magia em praça pública:

 

Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata.

 

A palavra de Deus crescia e prevalecia sobre o império das trevas:

 

Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia.”

[Atos 19]

Todas as vezes que quisermos falar de uma igreja avivada, teremos que nos voltarmos para a igreja de Éfeso, como um verdadeiro referencial de avivamento.

Voltar à prática das primeiras obras significa, portanto, voltar ao início de tudo, rever o filme do começo da caminhada cristã e retornar ao posicionamento anterior.

A receita é simples e dispensa comentários mais densos:

1)     Dar primazia à Palavra;

2)    Dar lugar ao Espírito Santo;

3)    Fazer da oração o combustível vital da vida;

4)   Viver e pregar um evangelho de poder capaz de impactar a vida das pessoas e trazê-las para o senhorio de Cristo;

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